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Jovem indígena produz máscaras contra a Covid e entra para movimento de Greta Thunberg contra mudanças do clima

Samela Sateré-Mawé, de 24 anos, fala sobre ativismo ambiental e a importância dos povos tradicionais. Segundo ela, 'o principal empecilho na defesa da floresta é a ganância'.


A indígena e estudante de biologia Samela Sateré-Mawé se juntou ao movimento internacional "Fridays for Future", projeto iniciado por Greta Thunberg em defesa da natureza e contra as mudanças climáticas. A jovem de 24 anos, nascida em Manaus, fala sobre "a defesa do que é nosso, do que é natural". Ela também diz que o indígena é uma extensão da natureza e que ela também é uma "extensão da gente".


Samela explica que, como indígena, a questão ambiental sempre esteve muito viva na sua história. "Ativismo ambiental é só um nome diferente para o que a gente já fazia há muito tempo. Então, as minhas raízes enquanto indígena, enquanto Sateré-Mawé, enquanto mulher, só acentuaram essa questão".

As ameaças contra a Amazônia, em evidência especialmente durante o ano passado, estimularam Samela a ampliar seu escopo de atuação. Desde 2019, os registros de queimadas e incêndios florestais na região dispararam no bioma.

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Agora, além dos estudos e do trabalho como artesã -- impulsionado pela confecção de máscaras em meio à pandemia da Covid-19 --, ela também apresenta vídeos em um canal no YouTube e atua no Fridays for Future (FFF; em português, Sextas-Feiras pelo Futuro), projeto iniciado pela adolescente e ativista sueca Greta Thunberg.


Greta, de 17 anos, ficou conhecida internacionalmente em 2018, quando decidiu promover greves escolares em frente ao Parlamento da Suécia para exigir a defesa do meio ambiente.

 Para Samela, a adolescente sueca é uma inspiração por se preocupar com todo o planeta, mesmo sendo tão jovem. Ela diz, no entanto, que suas principais influências são as próprias raízes indígenas, que ela vê como a base de sua atuação no movimento ambiental no Brasil.

Samela vive em uma comunidade com seis famílias no bairro de Compensa, na periferia de Manaus (AM), onde está localizada a Associação de Mulheres Indígenas Sateré-Mawé. A etnia, segundo o Instituo Socioambiental (ISA), contava em 2014 com 13.350 integrantes.

A jovem indígena diz que se preocupa com efeitos negativos da política ambiental brasileira sobre a preservação da Amazônia. Segundo ela, as medidas recentes do governo também contribuíram para que sua atuação em prol do meio ambiente aumentasse.



Desde a campanha eleitoral de 2018, o presidente Jair Bolsonaro defende o fim da demarcação de terras indígenas no Brasil, apoiando o desenvolvimento da região amazônica com mineração e agricultura.


Samela vê a questão de outra forma, diferente do presidente, e afirma que os indígenas devem ser reconhecidos como os principais defensores das causas ambientais. Para ela, os territórios demarcados são uma das maiores garantias de preservação no país.

Fonte G1.

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