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Operação integrada procura suspeitos de matarem dois policiais em fazenda de Porto Velho

Ação aconteceu uma semana após a morte de dois PMs na região de Nova Mutum. Ao todo, 24 mandados foram expedidos pela Justiça.

Por G1 RO — Porto Velho

Forças de segurança de Rondônia deflagraram a operação Ordo neste sábado (10) com objetivo de cumprir mandados de prisão, expedidos pela justiça estadual, após a identificação de todos os suspeitos de matarem dois policiais em uma fazenda de Porto Velho, no último fim de semana.


Conforme a Polícia Civil, todos os envolvidos nas mortes foram identificados pela Delegacia de Homicídios, o que resultou em 17 mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão.


A PM informou que até o fim da manhã do sábado, sete pessoas haviam sido presas e armas de fogo apreendidas.


Os mandados são cumpridos em fazendas ocupadas por sem terra da região de Nova Mutum Paraná, onde os infratores poderão ser localizados, segundo a polícia.


Segundo apurado nas investigações, os procurados integram uma organização criminosa e praticam diversos crimes na localidade, com treinamento e armamento de guerra utilizando fuzis e metralhadoras para prática de homicídios, torturas, incêndios e roubos.


O objetivo era aumentar o poderio e territórios invadidos, resultado em conflito com proprietários, moradores e seguranças das propriedades rurais.


A operação integrada é realizada pela Polícia Civil com a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Técnico-científica. O nome Ordo é uma referência à ordem.


 O caso

No último sábado (3), o tenente da reserva José Figueiredo sobrinho pescava com amigos em uma propriedade rural quando foi identificado, torturado e morto por um grupo armado. Uma testemunha disse que os criminosos cometeram o crime após constatar que a vítima era militar.


A Polícia Militar (PM) foi chamada e ao chegar na localidade para retirar o corpo de Figueiredo, houve um ataque por parte dos criminosos e o sargento Márcio Rodrigues da Silva foi alvejado e morto.


Por conta da intensidade do ataque, os policiais precisaram recuar e os corpos das vítimas só foram retirados em uma operação no domingo (4). Outros quatro militares ficaram feridos no ataque em que o sargento foi morto. Um deles segue internado na UTI.

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