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OMS constata abandono de serviços de saúde mental em 93% de 130 países

 Mas especialistas recomendam atenção especial durante a pandemia

Publicado em 10/10/2020 - 09:01 Por Lucas Pordeus León - Brasília

Hoje (10) é o Dia Internacional da Saúde Mental, tema que pode ter sido deixado de lado com o surgimento da pandemia da covid-19, segundo a OMS, a Organização Mundial da Saúde.


Mas os especialistas alertam: o novo vírus tem impactos sobre a saúde mental de toda a população. Por causa disso, os governos devem manter serviços assistenciais para depressão, ansiedade, consumo abusivo de álcool e outras drogas, e demais patologias associadas à saúde mental.


Um estudo da OMS revelou que 93% dos 130 países pesquisados interromperam os serviços de saúde mental por causa da pandemia neste ano. Isso ao mesmo tempo que o novo coronavírus tem aumentado a demanda por esse tipo de atendimento.


A diretora da OMS para Saúde Mental, Devora Kestel, ressaltou que, com a pandemia, é preciso aumentar o investimento nessa área da saúde.


A pesquisa da OMS realizada de junho a agosto deste ano revela que mais de 60% dos países relataram interrupção generalizada de serviços de saúde mental, sendo que 35% dos países também interromperam os atendimentos de emergência nessa área.


A presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria do Distrito Federal, Renata Figueiredo, afirma que não é possível ter saúde sem saúde mental. Ela ressalta que, quando estamos abalados pela tristeza, cansaço, falta de vontade ou de prazer, temos dificuldade para realizar ações básicas e de lazer, como praticar atividade física e cuidar da alimentação.


A psiquiatra destaca que, como a pandemia passou a ser prioridade, os serviços de saúde mental têm sido reduzidos.


Neste Dia Mundial da Saúde Mental, a OMS reforça a necessidade de mais financiamento para o setor que, segundo a organização, conta, em média, com cerca de 2% do total do orçamento nacional de saúde dos países.


Ainda segundo estimativa da OMS, perde-se, anualmente, cerca de US$ 1 trilhão em produtividade econômica por causa de doenças como depressão e ansiedade.


 


Edição: Lana Cristina

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