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Eleições: Bolívia impõe toque de recolher e militariza La Paz

 Neste domingo, o país repetirá as eleições que tiveram resultado anulado em 2019, após intensos protestos e a renúncia do ex-presidente Evo Morales

Fonte - R7

A Bolívia realiza, neste domingo (18), novas eleições para presidente, quase um ano após protestos questionarem o resultado e as Forças Armadas exigirem a renúncia do ex-presidente Evo Morales. La Paz, a capital, foi militarizada já na noite deste sábado e será aplicado um toque de recolher por todo o país.


Segundo o jornal El Deber, também está em vigor a lei seca, que impede a venda e o consumo de bebidas alcoólicas. Em Santa Cruz, o toque de recolher começará às 21h, e no restante do país, a partir das 00h. A polícia pediu para as pessoas ficarem em casa para evitar prisões e multas.

Neste sábado, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) suspendeu o sistema que pretendia atualizar a contagem de votos de maneira mais ágil e com informes dos resultados parciais, o Direpre (Difusão de Resultados Preliminares). O TSE informou ainda, que a medida foi aprovada pelos observadores internacionais.

De acordo com o tribunal, o objetivo é evitar que se repita o que aconteceu no ano passado, quando antes do final da contagem de votos, protestos se espalharam pelo país de forma violenta, questionando o resultado parcial. A OEA (Organização dos Estados Americanos) afirmou que a decisão foi oportuna.


Oscar Laborde, do Parlamento do Mercosul, disse que a rapidez do Direpre não é oficial, e que de qualquer forma o resultado oficial só será publicado ao final da contagem.


Já para a observadora María Tereza Mola Sainz, da União Europeia, o formato anterior, com a atualização do Direpre "era melhor". Nele, eram enviadas as fotos das atas com os resultados parciais, "porque todos sabemos quando uma coisa sai de um lugar e chega em outro, no meio [do caminho] podem passar muitas coisas".


A suspensão foi comentada pela aliança do segundo colocado nas pesquisas eleitorais, o candidato Carlos Mesa, do partido Creemos. Em um comunicado oficial, o partido pediu para o TSE reconsiderar a decisão, e informar os resultados parciais da contagem de votos.



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