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Papa Francisco cria dia universal de orações pelo Líbano

 Fonte: UOL


CIDADE DO VATICANO, 2 SET (ANSA) - O papa Francisco anunciou nesta quarta-feira (02) a criação do dia universal para oração e jejum pelo Líbano no dia 4 de setembro. Para o mesmo dia, que lembra o primeiro mês das explosões na região portuária, o líder católico informou que o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, deve visitar Beirute.    

"Eu tenho a intenção de enviar um representante meu nesse dia para o Líbano para acompanhar a população. Naquele dia, irá o secretário de Estado, em meu nome, e ele irá exprimir mina proximidade e solidariedade. Oferecermos a nossa oração para todo o Líbano e para Beirute. Estamos próximos também com o compromisso concreto da caridade, como em outras situações semelhantes", afirmou Francisco durante a audiência geral.    

Convidando a todos para rezar, o Pontífice também ressaltou que o pedido é "para os irmãos e irmãs de outras confissões e tradições religiosas" e que ele seja feito "nas formas que acharem mais oportunas". "Mas, todos juntos" pelo Líbano, acrescentou. 

"Há um mês da tragédia que atingiu a cidade de Beirute, o meu pensamento vai ainda ao querido Líbano e a sua população particularmente atingida - e também com esse sacerdote que está com a bandeira do Líbano nessa celebração. Como São João Paulo II disse há 30 anos, em um momento crucial da história do país, eu também repito hoje: perante aos repetidos dramas que os habitantes daquela terra conhecem, nós temos consciência do perigo que ameaça a existência do país", disse aos presentes na primeira celebração com público após seis meses.  

Jorge Mario Bergoglio reforçou que o país "não pode ser abandonado em sua solidão" porque o Líbano "por mais de 100 anos, sempre foi um país de esperança". Pedindo que outros governos continuem a ajudar os mais afetados tanto pela crise econômica - que já afetava os moradores antes das explosões - como pela sanitária causada pela Covid-19, Francisco solicitou ainda que os moradores da capital "retomem a coragem e a fé e que a oração seja a vossa força".    

Ao fim da cerimônia, o líder católico recebeu a bandeira do Líbano e a segurou. Além das orações, que vem sendo feitas desde as explosões que deixaram cerca de 220 mortos e mais de sete mil feridos, o Papa enviou 250 mil euros ao país. A Diocese de Roma também enviou outros 25 mil euros aos afetados.    

Além das perdas humanas, o incidente na área portuária de Beirute deixou danos em cerca de US$ 15 bilhões, além de afetar a entrada de alimentos no país - que importa 80% de tudo o que consome.

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