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Viuvez aos 30, aneurisma cerebral, perda de 2 filhos e uma das mais longas carreiras políticas dos EUA: conheça a história de Joe Biden

Joe Biden será nomeado oficialmente candidato na convenção do Partido Democrata esta semana. Conheça sua trajetória, de um dos senadores mais jovens dos EUA a vice-presidente de Barack Obama e, agora, o nome que tentará derrotar Donald Trump.


Por Felipe Gutierrez, G1


 Obama era um "senador júnior" em 2008 e venceu outros pré-candidatos com mais tradição, como o próprio Biden e também Hillary Clinton. Para Obama, fazia sentido ter como companheiro de chapa um político experiente e com tradição no Partido Democrata --novamente, Biden se encaixa no perfil.


O atual candidato democrata também sempre visto como um moderado dentro do partido. A revista The Economist fez um levantamento sobre seu histórico de votações com base no espectro esquerda e direita, e Biden está praticamente no centro.

Depois de passar pelo escrutínio de Obama, Biden, no entanto, não aceitou de cara. Dada a pouca experiência do então candidato, ele tinha receio do que poderia acontecer com o "Biden brand" (a marca Biden, em tradução literal), de acordo com o livro "Game Change", dos jornalistas John Heilemann e Mark Halperin. Ele aceitou, e se tornou um vice leal e próximo ao presidente, um "obamista".


Obama e Biden têm estilos diferentes e complementares, de acordo com reportagens da mídia americana. O ex-presidente, formado em direito em Harvard, é tido como um homem aplicado, estudioso, inteligente e sagaz. Biden também estudou direito, mas em uma universidade de pouco prestígio, Syracuse, e é um político clássico, que dialoga muito, se esforça para negociar com adversários.


Os dois tinham almoços semanais durante os oito anos de Obama na presidência. As famílias dos dois políticos se aproximaram e são amigas.


Durante seu período como vice, ele foi especialmente importante em dois momentos.


Um deles foi a aprovação do estímulo fiscal de 2009 (na prática, os EUA passaram a injetar dinheiro na economia por um processo de nome "quantitative easing"). O outro foi resolver a crise de orçamento de 2013. Foi Biden quem negociou com os republicanos para que os parlamentares aprovassem a regra que permitia que o país pudesse se endividar --por razões de regimento, isso era uma grave ameaça ao governo, que poderia simplesmente ser impedido de funcionar.


Nos dois momentos, ele usou sua experiência de senador mais experiente da Casa para conseguir vitórias para o governo.

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