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Polícia Civil tenta localizar cemitério clandestino do tráfico em São Gonçalo

Baixo número de homicídios no Complexo do Salgueiro levantou suspeitas. Investigadores estimam que traficantes abriram cerca de 40 covas com retroescavadeiras.

Por Felipe Freire, Lívia Torres, Márcia Brasil e Marco Antônio Martins, Bom Dia Rio


A Polícia Civil do RJ iniciou nesta quarta-feira (19) uma operação para localizar um cemitério clandestino do tráfico em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio.


Um policial foi atingido em confronto. Ele teve ferimentos leves.


Às 7h15, o Globocop mostrou movimentação de criminosos com fuzis, em um ponto distante de onde a força-tarefa da polícia estava.


O baixo número de homicídios no Complexo do Salgueiro nos últimos anos levantou suspeitas -- a polícia acredita que a quadrilha sumiu com corpos de vítimas e rivais.


Uma denúncia deu conta de que traficantes do Salgueiro mandaram abrir, há pelo menos dois anos, cerca de 40 covas em um terreno em Itaoca. Cada cova teria capacidade para mais de um corpo.


 Sete mortes desde 2017

Segundo um levantamento da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, desde 2017 foram registrados sete homicídios — quatro em 2017 e três em 2019 —, desconsiderando as mortes em decorrência de intervenção policial.


A investigação destacou que o Complexo do Salgueiro “é um local extremamente violento, com a presença de centenas de traficantes com alto poderio bélico”.


A operação mobilizou cerca de 250 policiais civis, incluindo equipes da Coordenadoria de Operações de Recursos Especiais (Core), e um helicóptero.


Os traficantes Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó; Rayane Nazareth Cardozo, a Hello Kitty; Ricardo Severo, o Faustão; Alessandro Luiz Vieira Moura, o Vinte Anos; e Rodrigo Teixeira Guimarães Peixoto, o Sheik, são apontados como responsáveis pelo cemitério clandestino.

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