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Mais de 470 pessoas morreram por doenças respiratórias em Porto Velho nos últimos dois anos



Em 2018 e 2019 Porto Velho registrou 473 mortes por doenças respiratórias, os dados foram coletados pelo Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), e divulgados nesta terça-feira (28).

Os idosos são os mais prejudicados nesse cenário, 64% do total de óbitos vitimou pessoas acima dos 70 anos, segundo o DVS.

De um ano para o outro o registro de internações também subiu, entre os meses de maio e setembro de 2018 o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 778 entradas em unidades hospitalares de pessoas com sintomas de asma, bronquite, faringite, laringite, pneumonia e outras infecções agudas das vias aéreas.

No ano seguinte, foram 900 internações no mesmo período. O que corresponde a um aumento de aproximadamente 15%.

Com a chegada da época de queimadas na região, geralmente de junho a novembro, a preocupação redobra, pois segundo a Semusa, anualmente há agravamento do quadro de doenças crônicas como: rinite, sinusite, asma e bronquite.

A consequência direta disso é a lotação de unidades de saúde. Essa conhecida aglomeração não é recomendada, principalmente, em tempos de pandemia do novo coronavírus.

Temporada de queimadas trará mais doenças respiratórias em hospitais já sobrecarregados
Por isso a Subsecretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) já incentiva as denúncias para reprimir queimadas na cidade.




O setor de fiscalização ambiental da prefeitura recebe denúncias de queimadas e demais crimes ambientais por meio do número (69) 9 8423-4092, que também é Whatsapp. O número 193 do Corpo de Bombeiros está sempre à disposição para atender as ocorrências.

O governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha comentou há um mês que a fumaça causada pelas queimadas "vai matar mais pessoas" com problemas respiratórios por causa do novo coronavírus.

"Se a gente já tem problema respiratório nesse período de queimada, a partir do momento que você tem uma doença dessa [coronavírus] e se vem a queimada, ela vai matar mais pessoas. Vai provocar piora de pessoas. Então é importante que não se aconteça [a queimada]", disse.
De janeiro até metade de julho, a Sema recebeu 161 denúncias de queimadas em Porto Velho. Em 2019, no mesmo período, foram 82 denúncias.

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